Recrudescem em Belém crimes de estelionato imobiliário

O delegado Neyvaldo Silva, diretor da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe) recebeu denúncia sobre a tentativa de anulação de negócios imobiliários feitos no centro de Belém há nove anos por uma empresária que, atualmente, mora na cidade de Franca, em São Paulo, e alega não ter autorizado venda alguma. A situação veio à tona quando o proprietário de um dos imóveis tentou fazer o registro em cartório de seu apartamento e foi informado que havia ordem de bloqueio de matrículas procedente da Vara da Família e das Sucessões da Comarca de Franca, Estado de São Paulo.

Em razão desse fato, a vítima procurou a polícia e o delegado Neyvaldo determinou abertura de inquérito para apurar o caso, sendo inicialmente indiciada Veruska Maria de Fuccio Marques, que move ação judicial contra seu ex-marido, Rener Rildo Marques.

Segundo o delegado Neyvaldo, Veruska passou uma procuração dando poderes ao então marido para negociar os bens da família que detinha, por ser inquilina, a preferência de compra do prédio onde funcionou uma sapataria na avenida Visconde de Souza Franco, no bairro do Reduto, área nobre da capital paraense. A comercialização foi feita junto a uma construtora que, no local, ergueu um prédio de apartamentos, cujas unidades foram vendidas a preço de mercado, em transações normais e legais do mercado imobiliário.

Neyvaldo esclarece que Veruska não tem como embargar os negócios realizados, a menos que não tivesse assinado e passado em cartório a procuração que foi usada para o registro de imóveis. Ela será ouvida pela polícia de Franca, assim como seu ex-marido.
De acordo com o policial, este não é o primeiro caso em questão e várias outras situações estão sendo investigadas, tanto que “estamos tomando muitos cuidados para não deixar possíveis vítimas alarmadas. Na verdade, estamos apurando”, disse ele.
O policial suspeita de crime de estelionato, por parte de Veruska, “em ato desesperado em razão da crise econômica”, no qual tenta desfazer documento público assinado e lavrado em cartório. Contudo, salienta que todos os fatos deverão checados e esclarecidos e que tal crime implica em processo, condenação e pena de prisão.

“A gente está apurando. Está seria uma nova modalidade de estelionato (artigo 171 do Código Penal Brasileiro), entre os muitos casos que estão sob investigações da polícia paraense.

Autor: Roberto Barbosa

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